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5 de maio de 2011

um rádio velho e sem conserto.

quando quiser alguém nunca, nunca corra atrás. se você está correndo atrás é sinal de que ele esta fugindo. Era o que sempre pensei, sempre o senti distante, nas nuvens talvez, mas acho que ainda é perto demais.Ele sempre esteve mais presente em meus pensamentos do que eu nos dele. E a mais pura verdade, é que eu me acostumei com isso, tinha uma mania horrível de esperar mudanças, sempre pensei que aquele rádio velho guardado no fundo da última gaveta poderia voltar a funcionar, trocava a pilha, dava uns tapinhas e nada. Deveria saber que com ele não seria muito diferente, gastei todas minhas baterias e acabei ganhando uma boa surra da vida. Apesar de tudo não me arrependo de ter apostados tudo nele, eu era boba, ingênua, uma perfeita adolescente sonhadora, cheia de manias e pensamentos mantidos por uma ilusão sem cabimento, sempre via um oceano onde só havia uma gota. Mas fala sério quem nunca pensou que aquele(a) gato(a) estava afim de você só por um favor que te fez ou por um oi mais empolgado que te deu? Hoje eu sei ele só era bem educado. é eu me iludia o tempo todo, era quase uma masoquista, aquilo doia muito, era quase um anti-amor. Ainda da vontade de dizer que não gosto de ninguém, que não amo, que meu coração é de pedra, mas não dá por mais desiludida que eu esteja hoje, nunca deixei de acreditar no amor, talvez porque no fundo eu sei que ele não é ilusão. E é isso que me mantem aqui amando e esperando que esse tal rádio toque uma canção desafinada que conte nossa história. Mas tenho outra mania: sou impaciente, ou seja caso demore se consertar eu troco esse rádio velho por um Home Theater de alta potência. aah querido eu não sou mais boba, ingênua, e a culpa é mesmo dele, de tanto apanhar e esperar acabei aprendendo a me defender e a passar meu tempo. 


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